Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), será transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para um presídio no estado do Rio de Janeiro. A confirmação dessa mudança foi divulgada pela TV Globo neste sábado (31).
Contexto da prisão de Bacellar
Bacellar encontra-se detido desde março de 2026, como parte das investigações da Operação Unha e Carne. Esta operação investiga o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma ação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, que é suspeito de ter vínculos com o Comando Vermelho.
Liberdade condicional de Macário Neto
A decisão sobre a transferência de Bacellar coincide com a soltura de Macário Ramos Júdice Neto, desembargador federal que estava preso desde 16 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele fosse libertado sob medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.
Defesa de Macário Neto
Os advogados de Macário Neto afirmam que as acusações contra ele são infundadas e que a prisão era desnecessária. O advogado Patrick Berriel destacou que a defesa sempre acreditou que medidas menos severas eram suficientes. “Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargador”, declarou.
A defesa também refutou a alegação de que Macário e Bacellar se encontraram em uma churrascaria no Aterro do Flamengo em setembro de 2025. Um levantamento das antenas de telefonia celular, solicitado pela Polícia Federal, indicou que ambos não estavam no mesmo local naquele dia. Além disso, argumentam que Macário não foi ouvido sobre as acusações que pesam contra ele.
Essa situação envolvendo Bacellar e Macário Neto levanta questões significativas sobre a integridade no sistema judicial e os desafios enfrentados pelas autoridades na luta contra a corrupção e o crime organizado.





